O Tribunal de Contas Europeu acaba de apresentar um dado relevante: as comunidades de energia da UE alcançaram apenas 27% da meta prevista para 2025.

Segundo o seu relatório, o problema não está na falta de interesse dos cidadãos, mas nas dificuldades em transformar esse interesse em projetos viáveis. A legislação continua a gerar dúvidas, as ligações à rede sofrem atrasos e o armazenamento ainda não beneficia de incentivos suficientes.

Esta realidade é particularmente evidente nos pequenos municípios e nas zonas rurais, onde os recursos técnicos e jurídicos tendem a ser mais limitados.

É precisamente neste contexto que o COMENERG trabalha desde 2023. O projeto reúne entidades da Galiza e do norte de Portugal, entre as quais a Deputación de Ourense, o INEGA, a Universidade de Vigo e a CIM Alto Minho, com o objetivo de promover comunidades de energia adaptadas às características reais do território transfronteiriço.

As experiências-piloto de Muíños, A Gudiña e do norte de Portugal demonstram que estes projetos podem avançar quando existem acompanhamento técnico, aconselhamento jurídico e colaboração entre administrações públicas, entidades e cidadãos.

Há ainda um longo caminho a percorrer, mas já contamos com experiências concretas que ajudam a compreender o que funciona e quais são os obstáculos que precisamos de ultrapassar.

Enquanto a Europa revê o enquadramento das comunidades de energia, o COMENERG continua a trabalhar para as tornar possíveis no terreno.

🌐 Mais informações: comenergpoctep.eu

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